11 dúvidas comuns sobre o câncer de mama

Prevenção. Esta é a palavra chave quando o assunto é câncer de mama. Porém, dúvidas sobre como se prevenir, a partir de que idade se autoexaminar etc., ainda intrigam muitas mulheres.

As dúvidas mais frequentes sobre câncer de mama

1 - O câncer de mama pode atingir mulheres de todas as idades?
O câncer de mama é raro antes dos 25 anos. Mas, a partir daí a incidência cresce de forma exponencial, atingindo o máximo entre os 55 e 69 anos de idade. Depois dessa idade as taxas se reduzem um pouco

2 - Câncer de mama é uma doença “comum”?
Nos Estados Unidos estima-se que 1 a cada 8 mulheres vá desenvolver uma neoplasia de mama ao longo de sua vida (o risco para a vida toda é 12,5%).

No Brasil, temos 57.124 casos novos por ano, o que dá mais ou menos um Itaquerão cheio de mulheres, ou um caso novo a cada 8 minutos.
Agora, quando você divide o número de casos novos pela população, o risco é estimado em 56,09 casos a cada 100 mil mulheres, ou seja, mais ou menos um caso em cada 1800 mulheres.

3 - A partir de que idade é recomendado fazer o autoexame das mamas?
Recomenda que o autoexame das mamas seja feito mensalmente a partir dos 20 anos de idade, quando a mama já está completamente formada. “Mas ele pode ser substituído pelo exame clínico (realizado pelo médico) ou pelos exames de rastreamento recomendados para cada faixa etária”, destaca.

É importante que a mulher conheça seu corpo e, particularmente, suas mamas. “No entanto, algumas pacientes sentem-se inseguras por achar que podem não estar se examinando adequadamente. Nessas circunstâncias, elas podem ser treinadas por médicos ou enfermeira capacitadas, ou podem abdicar do autoexame, desde que o façam com seus médicos

4 - O autoexame das mamas deve ser feito mensalmente?
Sim. “É um exame totalmente indolor. O ideal é realizá-lo na fase do ciclo menstrual onde as mamas estejam menos doloridas, sempre na mesma época do ciclo (não no mesmo dia do mês). Dessa forma a mulher pode perceber mudanças nas suas mamas”.

Durante o autoexame a mulher deve procurar: deformações ou alterações no formato das mamas, abaulamentos ou retrações, ferida ao redor do mamilo, caroços nas mamas ou axilas e secreções pelos mamilos.

Não dispensa a realização das mamografias, que devem ser realizadas anualmente a partir dos 40 anos de idade (como recomendam as sociedades brasileiras de mastologia e de oncologia clínica), ou a cada dois anos, a partir dos 50 anos (como quer o Ministério da Saúde). A mamografia anual a partir dos 40 anos é garantida pela Lei 11.664/2008 que entrou em vigor em 29 de abril de 2009

5 - A maioria dos casos de câncer de mama tem cura?
Quando diagnosticados em fase precoce, sim, a maioria tem cura. “A chance de cura para tumores menores que 1 centímetro, sem comprometimento dos linfonodos (ínguas) da axila, é de aproximadamente 98%”.

6 - A partir de que idade a mulher deve começar a fazer mamografias?
Segundo os especialistas, e garantido por lei, está a realização a partir dos 40 anos de idade. Segundo quer o governo, para reduzir custos e aumentar a efetividade, só a partir dos 50 anos.

Ainda que algumas pacientes com risco mais elevado, em função de síndromes genéticas familiares, podem precisar de exames de rastreamento antes disso. “Mas antes dos 40 anos as mamas são relativamente densas, o que diminui a sensibilidade do método. Nesses casos, quando o risco de desenvolver câncer ao longo da vida ultrapassa os 20%, o recomendado é a realização de ressonância magnética.

Também vale a pena lembrar que estamos falando de mulheres sem nenhum sintoma e sem nenhum achado anormal ao exame. Nessas situações, falamos de mamografia de rastreamento. Quando a mulher tem sintomas ou achados anormais ao exame físico, aí não se trata de rastreamento, mas sim de exame de esclarecimento diagnóstico, e esse pode ser realizado em qualquer idade.

7 - Alguém da minha família já teve câncer de mama, provavelmente vou ter também?
De forma alguma! Vale lembrar que o câncer de mama é uma doença relativamente comum, por isso, um caso desses (de duas pessoas da mesma família terem a doença) pode ser mera coincidência.

No entanto, ressalta o médico, o risco se eleva em pacientes com parentes de primeiro grau, e é tanto maior quanto mais parentes tiverem câncer de mama. “O risco também é maior nos casos de tumor de mama em homens, câncer de mama em mulheres com menos de 40 anos, câncer de ovário, ou quando há muitos casos de neoplasia, principalmente neoplasia de cólon.

8 - Se ninguém da minha família teve câncer de mama não corro o risco de tê-lo?
O risco é maior quanto mais próxima for a relação de parentesco e quanto mais casos houver na família.

Isso acontece porque há algumas síndromes (conjuntos de doenças) relacionadas com alterações genéticas que predispõe ao surgimento de neoplasias. A mais famosa é a síndrome BRCA1/BRCA2 (da Angelina Jolie), mas também podem ocorrer alterações no gene p53 (Síndrome de Li-Fraumeni), no PTEN (Síndrome de Cowden), do gene da Atelectasia-Teleangectasia, e outras.

Também há algumas síndromes de comportamento hereditário, mas para as quais não sabemos quais são os genes responsáveis. No entanto, cabe lembrar, que tudo isso é apenas uma questão de risco.

9 - Existem alimentos que aumentam o risco de câncer de mama?
Não existem dados comprovados em relação a alimentos específicos, mas, sim, à obesidade, que aumenta a incidência de câncer de mama.

Destaca que é dito que carnes gordas podem aumentar o risco, assim como o sobrepeso e a obesidade e a ingestão frequente de bebidas alcoólicas. “Assim sendo, recomenda-se uma dieta equilibrada e saudável, com a prática regular de exercícios físicos”.

10 - Existem fatores ambientais que podem aumentar o risco de se ter câncer de mama?
Sim. “Não temos certeza quanto ao trabalho noturno ou a exposição à poluição atmosférica, mas o uso de esteroides exógenos (reposição hormonal ou indução de ovulação para tratamento da esterilidade), o tabagismo e o uso de alguns plásticos colocados em micro-ondas podem causar um aumento no risco”

11 - O câncer de mama também pode atingir os homens?
O câncer de mama é uma doença rara no homem. Para cada 100 mulheres apenas 1 homem é diagnosticado com a enfermidade, geralmente em um estágio mais avançado.

A idade média de apresentação é dos 65 aos 70 anos (cerca de 10 a 15 anos mais tarde que nas mulheres).

Explica que na maioria das vezes o câncer de mama no homem apresenta-se como uma massa endurecida na região do mamilo, muitas vezes, erroneamente diagnosticada como ginecomastia. A realização de mamografia e a biópsia da lesão estão indicadas quando há suspeita da doença.


Ainda de acordo com o médico, os fatores de risco são os mesmos das mulheres, destacando-se exposição a hormônios femininos, sedentarismo, obesidade, tabagismo, etilismo e fatores genético. “Há também condições específicas do homem que favorecem o aparecimento do câncer de mama, como criptorquidia (testículos na cavidade abdominal), ginecomastia (geralmente secundária ao uso de medicamentos), doenças do fígado (cirrose, esquistossomose) e síndrome de Klinefelter (um distúrbio genético raro no qual ocorre feminilização dos caracteres sexuais masculinos)”, completa.

Agora provavelmente você já esclareceu suas principais dúvidas sobre o câncer de mama e sabe da importância de se prevenir contra esta doença. Siga um estilo de vida saudável e não deixe de se consultar frequentemente com um médico de sua confiança!

Fonte: www.dicasdemulher.com.br

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